ENTREVISTA - Totalmente reformulado, o Grupo Teatral Chokmah ressurge para brilhar.

Chokmah em Hebraico significa sabedoria. E tem sido assim que Karen Vasconcellos e Humberto Santos dirigem o grupo, com muita sabedoria aliada a técnica debaixo da unção de Deus. Conheça a historia deles, aqui no ArenaAmigos.



Quem são os integrantes do Grupo Teatral Chokmah  e de onde vocês são?
Não somos da mesma religião. Seis integrantes são do grupo são católicos e um é Batista. Somos da Penha, SP. 

Conta pra gente um pouco sobre a trajetória do Chokmah.

O Grupo Teatral Chokmah foi fundado em 14 de julho 2001. O grupo nasceu bastante humilde, em um espaço cedido pela Paróquia Santa Rosa de Lima (Zona norte) para que pudéssemos ensaiar. Na ocasião o grupo atendia por outro nome: ”Grupo de Jovens de Santa Rosa de Lima”. Desenvolvemos temáticas diversas, inclusive sacras naquela época. O grupo começou a crescer e a se desenvolver bastante. Diante disso foi preciso reformulamos nossas atividades, reestruturamos o grupo e decidimos inclusive alterar o nome do mesmo.  Em Maio de 2005 passamos a nos chamar “Grupo de Teatro Dom Divino”. Apesar de termos muitos integrantes e muitos trabalhos sendo realizados na ocasião, percebíamos que nem todos os integrantes (na época 60)  estavam realmente preocupados com o aperfeiçoamento técnico, comprometidos com horas de estudo e ensaios semanais, tampouco trabalhar a arte da interpretação com foco na crítica social. Deste modo nos desvinculamos do espaço cedido pela igreja e autonomamente começamos a trabalhar com muito afinco em nossa real proposta. Assim, em outubro de 2007, surge o “Grupo Teatral Chokmah”, composto por um menor número de integrantes (os integrantes, em sua maioria, acompanham o grupo desde a sua fundação), mas com objetivos bem definidos, preocupados com o desenvolvimento técnico e com a qualidade dos trabalhos desenvolvidos.

Vocês são reconhecidos por trabalharem com temas peculiares em seus textos. Por quê?
Nossas temáticas são voltadas para temas atuais e críticas sociais. Nosso objetivo é despertar a reflexão e auxiliar no processo de conscientização de nossa população, hoje tão acomodada e inerte.

Quais as montagens já encenadas pelo Chokmah ?
So-ciedade, Somos todos escravos e ESQUIZOFREVIDA.

Qual foi o momento mais difícil para o Chokmah ?
O momento mais difícil foi quando o grupo foi dividido. De 60 integrantes passamos a 9. Muitos pensaram que o grupo ia acabar.

Quem são os atuais lideres do Chokmah?
Karen Vasconcellos e Humberto Santos

Qual foi o momento mais marcante da historia do grupo?
Foi quando o ator Humberto Santos veio do Rio de Janeiro e aceitou participar com a gente. No início ficamos meio sem graça, pois sempre o vimos nos festivais e ganhando prêmios. Mas agora estamos totalmente sintonizados e aprendendo muito com ele.
Qual é a formação de vocês? Vocês são profissionais ou fazem teatro amador? Teatro amador.

Vocês já participaram de festivais e mostras de teatro?
Participamos de alguns:
I Festival Proclamarte (São José dos Campos), com prêmios de Melhor Atriz, Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Ator, Melhor Cenário (1º lugar), Melhor Figurino (2º lugar), Melhor Texto (2º lugar), Prêmio Especial, Melhor Direção (1º lugar), Melhor Sonoplastia (2ºlugar).
XI Festival Cristoarte, com prêmios de melhor maquiagem, melhor cenário e melhor ator.
Festival Juventude em Ação. Segundo Lugar na Classificação geral.


Festival FESTEATRO – Belford-Roxo - Rio de Janeiro, RJ (17 de julho de 2010). Prêmios: Melhor ator, melhor atriz, melhor maquiagem, melhor texto, melhor direção e melhor espetáculo.
VI Festival Fé e Arte – Vitória, ES ( 21 e 22 de agosto de 2010).
Prêmios: Melhor ator coadjuvante, melhor direção, melhor atriz e melhor espetáculo.


Vocês têm o habito de fazer curso de aperfeiçoamento?
Fazemos oficinas regularmente com o ator Humberto Santos.

Falem do trabalho atual, a montagem Esquizofrevida.
Esquizofrevida  se passa em um hospital psiquiátrico onde loucura funde-se com lucidez, verdades são faladas de forma clara por lúcidos considerados loucos. Mas afinal, o que é loucura? Seria aceitar passivamente o que a sociedade nos impõe? Se deixar manipular por governantes corruptos e pela grande mídia?
Esquizofrevida, fala da nossa loucura e da lucidez dos que estão trancados em hospitais psiquiátricos. Pois acreditamos que loucura é uma questão de ponto de vista.
A peça se passa em um hospital psiquiátrico e cada personagem possui uma patologia diferente (esquizofrênico, depressiva, catatônico, transtorno obsessivo compulsivo, psicótica maníaca depressiva em estado de hipomania – transtorno bipolar). Cada um desses personagens, “cindidos” com a realidade, expressam seus pontos de vista sobre o mundo em que vivemos hoje, sobre as diferenças sociais, a corrupção, a perda de valores, a desestrutura familiar, ao consumismo abusivo, ao capitalismo selvagem, a violência, a banalização da vida e a banalização da verdadeira essência do ser humano.

Por não ter um tema cristão, vocês acham que esta montagem é indicada para ser apresentada dentro de Igrejas?
Sim, claro! Esta montagem é bastante indicada para todos os públicos,  já que trás reflexões acerca do nosso dia a dia e de como estamos conduzindo (ou deixando que conduzam) nossa vida.  Quem tem apreciado muito são os estudantes das áreas de ciências sociais, política e saúde.
ESQUIZOFREVIDA nos faz refletir sobre o nosso dia a dia e nos faz questionar sobre o que realmente estamos fazendo com as nossas vidas, se estamos vivendo ou se estamos simplesmente na posição de espectadores de nossas próprias vidas.

Qual a agenda do grupo apara os próximos meses? Alguma apresentação agendada? 


Como fazer para convidá-los para uma apresentação?
Humberto - humbersantos@ig.com.br
Karen -  educação.psicologia@gmail.com

Vocês participam de redes sociais?
Participamos do Orkut, porém cada componente individualmente.

Qual o lema do grupo?
Arte aliada à técnica com unção divina.

Deixem um recado para os arenautas.
Quero parabenizá-los pelo brilhante trabalho, sabemos que as dificuldades são grandes, mas quem ama essa arte sabe que vale a pena cada gota de suor derramado e cada noite mal dormida. Abraços do Chokmah!