A Arca de Noé

Eu comecei a fazer teatro no interior do Rio Grande do Sul, em Santiago. Lá eu vivia um problema com os ensaios, o horário.

Nunca conseguia começar na hora, muitos chegavam atrasados. Pensava: “No interior há mais tranqüilidade, tanta, que chega a falta de compromisso. Mudei-me para Porto Alegre, percebi que aqui o problema era o mesmo. Ultimamente, em contatos através dos sites www.teatrocristao.net e www.arenadecristo.com percebi que por todos os lados há uma insatisfação com a falta de compromisso com o horário.


Aqui em Porto Alegre, tem um grupo “Tribo de Atuadores Oi Nois Aqui Traveiz”, que considero o mais profundo na preparação teatral, com intensos trabalhos de teatro de vivência. Durante 3 anos trabalhei com eles. Lembro-me do comprometimento com horário, as 20h (horário do início das oficinas) o portão que dava acesso a sala de ensaio era fechado com uma corrente e cadeado. Quem não chegasse até o início do ensaio não adiantava ir. Isto me faz recordar a Arca de Noé, quando o Senhor fechou a porta, e ninguém mais podia entrar, fiquei impressionado com isto.

Já na igreja, certa vez, parte do pessoal não havia chegado até o horário do início da oficina que eu ministrava, e... “SAÍMOS PARA UM TRABALHO EXTERNO, ESTAREMOS DE VOLTA NO PRÓXIMO SÁBADO AS 14h E 30 min”, foi o que eu escrevi num bilhete que deixei fixado no portão .

Os que haviam chegado na hora foram levados para um parque, lá a atividade principal foi: Cada ator levaria sua personagem para passear pelo parque. Todos usavam os nomes, as vozes, o jeito de caminhar... das personagens.

No encontro seguinte TODOS chegaram antes do horário marcado, os que foram ao parque contaram o quanto suas personagens enriqueceram com a experiência... Algum tempo depois a peça foi apresentada em várias igrejas da região...

Espero que as idéias descritas neste relato sejam úteis e adaptadas a sua realidade.

Abraço e bênçãos.







Davi Kindlein Romio
Autor do site www.teatrocristao.net, o maior conteúdo de peças teatrais cristão da internet.

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